Nós Alunos da ETEC Osasco da turma de Meio Ambiente, criamos este blog para que toda a comunidade possa ver nossos trabalhos, projetos e assuntos relacionados com o meio ambiente. "Vamos preservar o nosso Planeta!" Nossa meta: Conscientização!
quinta-feira, 17 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Usina nuclear no Brasil...
A notícia de que o governo japonês decretou situação de emergência nuclear em Fukushima, no Nordeste do Japão, depois do terremoto que atingiu o país, reacendeu a discussão sobre a segurança desse tipo de geração de energia no mundo.
A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) informou que não houve, até o momento, registro de vazamento radioativo, mas quatro usinas nucleares foram desligadas e cerca de 2 mil moradores receberam ordens para deixar suas casas.
Para o físico e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg, os problemas causados às usinas nucleares por conta do terremoto no Japão mostram que não existe “segurança absoluta” no uso desse tipo de energia.
Goldemberg explica que, apesar da estrutura das usinas ser robusta, o funcionamento do reator onde a energia é gerada depende de um sistema de tubulações. “Se essa tubulação quebrar, que é o que aconteceu no Japão, e a temperatura começar a subir muito, o reator funde”.
O derretimento do reator pode, segundo o professor, liberar na atmosfera uma quantidade de radiação muito maior do que uma explosão de bomba atômica. “A quantidade de urânio consumida em um reator nucelar é muito maior do que a consumida em uma explosão nuclear”.
Apesar de não ocorrerem terremotos na região onde está o Brasil, o físico lembra que eventos menores, como um furacão, podem atrapalhar o funcionamento dos sistemas nucleares. “Essas tubulações que têm no reator são complicadas e podem ocorrer acidentes que interrompem o resfriamento”, pondera.
Devido aos riscos, Goldemberg acredita que o Brasil deva expandir a matriz energética com fontes mais seguras. “Não é uma boa ideia você ficar se envolvendo com uma tecnologia que oferece riscos que podem ser muito graves”, alertou. A melhor opção para o país, na opinião do especialista, é a construção de médias usinas hidrelétricas. Esse empreendimentos, que geram entre 300 mil quilowatts e 500 mil quilowatts, são o meio termo entre as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e as grandes barragens, que alagam áreas muito extensas.
Também são boas opções para a matriz brasileira, de acordo com Goldemberg, a geração a partir do bagaço de cana-de-açúcar e a energia eólica, que têm um potencial expressivo no Norte e Nordeste do país. “Eu acho que explorar essas opções tornaria desnecessária a expansão do parque nuclear brasileiro”, avaliou.
Já o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Edson Kuramoto, avaliou que o acidente no Japão não é motivo para que haja um freio na construção de novas usinas no Brasil. “Não vejo isso como impedimento à expansão do parque nuclear no país. Pelo contrário, as usinas nucleares têm se demonstrado seguras”.
Ele lembra que as usinas brasileiras possuem um sistema diferente do que é adotado nas usinas japonesas que apresentaram problemas. Aqui, é utilizado o sistema Pressurized Water Reactor (PWR), que pode ser desligado com mais segurança e tem mais opções de refrigeração de emergência que o Boiling Water Reactor (BWR), usado no Japão.
Segundo Kuramoto, tanto as usinas japonesas quanto as brasileiras são projetadas para suportar terremotos de até 6 pontos na escala Richter e têm previsão de desligamento automático no caso de emergências.
Atualmente, o Brasil tem duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2, que, juntas, têm potencial de geração de 2 mil megawatts. A partir de 2015, a conclusão da usina nuclear Angra 3 colocará no sistema mais 1.080 megawatts.
A intenção do governo brasileiro é definir ainda este ano as diretrizes para a construção de pelo menos mais quatro novas usinas: duas no Nordeste e duas na Região Sudeste.
A Hora do Planeta será no sábado (26/03), a partir das 20h30, na Praça Manoel Coutinho (embaixo do Viaduto Metálico - entre a Avenida Bussocaba e a Rua Maria Campos, Vila Campesina), Osasco, SP
A prefeitura de Osasco, por meio da secretaria de Meio Ambiente, convida a comunidade em geral para participar da campanha Hora do Planeta 2011. A Hora do Planeta será no sábado (26/03), a partir das 20h30, na Praça Manoel Coutinho (embaixo do Viaduto Metálico - entre a Avenida Bussocaba e a Rua Maria Campos, Vila Campesina), Osasco, São Paulo. Tragam suas velas ou lanternas.
Segundo o jornalista Carlos Marx Alves, secretário de Meio Ambiente e também presidente do Subcomitê da Bacia Hidrográfica Pinheiros-Pirapora/Alto Tietê, o movimento Hora do Planeta é um ato simbólico de alerta contra o aquecimento global. Osasco participa faz quatro anos da campanha. É uma forma de chamar a atenção das pessoas sobre os malefícios dos gazes de efeito estufa, bem como de despertar a sensibilidade para o uso de energia elétrica com mais responsabilidade e, essencialmente, cuidado maior com os recursos hídricos e Meio Ambiente.
Criado em 2007 na Austrália, em sua primeira edição o evento contou com a participação de 2,2 milhões de pessoas e ganhou adesão mundial nos anos seguintes.
A Hora do Planeta é uma ação onde cidadãos de todo o mundo apagam as luzes simultaneamente durante 60 minutos, em sinal de reflexão sobre o aquecimento global e aos desafios impostos pela intensificação deste fenômeno.
Em 2010, cerca de 1,3 bilhões de pessoas espalhadas por 128 países ao ato. As grandes cidades que aderem ao ato apagam as luzes de seus monumentos em sinal de apoio à causa. Ano a ano, cada vez mais pessoas se sensibilizam com a causa que vem ganhando cada vez mais atenção por parte dos governos e da grande mídia.
Desde a primeira edição realizada no Brasil, em 2009, a Secretaria de Meio Ambiente da cidade de Osasco participa desta grande movimentação e, nesta edição, convida a todos a também aderir a esta grande causa.
Informações: (11) 3652-9111. Site: www.osasco.sp.gov.br.A Hora Do Planeta
No próximo dia 26 de março, milhões de pessoas e milhares de cidades em todo o mundo vão apagar as luzes de suas casas, apartamentos, empresas e monumentos, durante uma hora. Algumas delas poderão imaginar que o gesto visa economizar energia. A maioria, no entanto, tem consciência de que o movimento mundial comandando pela Rede WWF representa uma preocupação contra as mudanças climáticas no planeta, em especial, o aquecimento global.
"É importante destacar que se trata de um ato simbólico, uma ação de engajamento; uma forma de todos mostrarem que desejam um mundo melhor, mais saudável e ambientalmente mais aceitável. Com o apagar das luzes, o que se espera é que muitas consciências se iluminem e se abram para a causa", explicou a Regina Cavini, diretora geral da Hora do Planeta e superintendente organizacional do WWF-Brasil.
Durante entrevista que concedeu ao programa Eldorado Cidades, da Rádio Eldorado de São Paulo, no dia 3 deste mês, Regina ressaltou que pesquisas recentes já associam desastres ambientais como chuvas torrenciais, inundações e secas ao aquecimento global.
Regina Cavini também destacou que, a cada ano, cresce significativamente a percepção das pessoas em relação ao problema e o número de pessoas, companhias, instituições e prefeituras que apóiam a causa da Hora do Planeta. "No ano passado, 98 cidades - das quais 20 capitais de estado -, aderiram oficialmente ao movimento. Este ano, com o reforço da Frente Nacional de Prefeitos, o número deverá ser bem maior", calcula Regina. O planeta agradece!
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